37 anos de Sistema Plantio Direto no Paraguai

23-06-2026

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O que um imigrante brasileiro que começou pequeno no Paraguai tem a ensinar sobre 37 anos de Sistema Plantio Direto? Essa é a história que Erni Schlindwein, produtor rural no município de Naranjal, Alto Paraná, Paraguai, compartilhará no Painel Internacional do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD), que ocorrerá de 7 a 9 de julho, em Brasília, DF. Nesta entrevista, ele antecipa uma trajetória de 42 anos de trabalho, 37 dos quais com lavouras sem remoção de solo, que resultaram em recordes de produtividade e sustentabilidade.

FICHA TÉCNICA DA PALESTRA

Palestra: Farmer's experience: 37 years of No-Tillage System in Paraguay (Experiência do produtor: 37 anos de Sistema Plantio Direto no Paraguai)
Palestrante: Erni Schlindwein | Produtor rural no município de Naranjal, Alto Paraná, Paraguai
Painel: Internacional
Data e horário: Dia 7 de julho, a partir das 16h20

 

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Antes de ler a entrevista, veja os destaques da apresentação:

  • Trajetória de 42 anos – De imigrante brasileiro a produtor de sucesso no Paraguai, aprendendo com os pioneiros Herbert Bartz, Nonô Pereira e Frank Dijkstra.
  • Lavouras sem remoção – há praticamente 37 anos de Sistema Plantio Direto contínuo, com diversificação de culturas e mix de plantas.
  • Resultados fantásticos – Aumento da matéria orgânica, recordes em cima de recordes, sustentabilidade econômica e contribuição para a segurança alimentar mundial.

 

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A ENTREVISTA

Três perguntas. Um só foco. Confira o que Erni Schlindwein nos contou sobre sua experiência como produtor.

 

O que será apresentado no dia: 42 anos de trabalho e 37 anos de SPD no Paraguai

Vou contar uma história de 42 anos de trabalho de um imigrante brasileiro que foi morar no Paraguai. Há 42 anos, no ano de 1984, comecei a trabalhar derrubando mato e abrindo terras no Paraguai. Esse mato era um remanescente da Mata Atlântica interiorana, muito denso e de excelente qualidade. Instalei-me em terras férteis, argilosas, que mereciam um cuidado especial porque poderiam sofrer erosão com a remoção do solo. Por isso, já comecei com atenção especial.

A partir do momento em que os palitos foram juntados e as terras ficaram prontas para a mecanização, começamos com o Sistema Plantio Direto. Foi uma história bastante interessante. Posso dizer que não tivemos problemas maiores, mas precisei me adequar aos exemplos de Don Herbert Bartz, Nonô Pereira e Frank Dijkstra. Fui à casa deles para ver como trabalhavam e apliquei aquilo nas minhas terras aqui no Paraguai.

Sou produtor rural no município de Naranjal, Alto Paraná, e ajudei a implantar o Sistema Plantio Direto no país. Minhas lavouras têm 37 anos sem remoção de solo.

 

A perspectiva macro: sustentabilidade, diversificação e resultados

Para isso, precisei me adequar e fazer um sistema como aprendi nas propriedades do Herbert Bartz: criar palhada e fazer rotação de cultivos. Plantei girassol, milho, trigo, canola e soja como principal cultivo, que pagava as contas. No início, isso não dava dinheiro; era muito diferente, porque os preços das commodities não eram bons. Fazer muita diversidade e diversificação não rendia muito.

Aí comecei a plantar bastante mix. Já praticamente há 37 anos – apenas para comentar, minha lavoura tem 36 anos sem remoção de solo – e, de uns 20 anos para cá, começou a dar dinheiro. Essas terras, com a não remoção do solo, começaram a produzir mais. Com todos esses mix, aumentei muito a matéria orgânica, então começaram a produzir mais. Até hoje tenho resultados fantásticos, recordes em cima de recordes, o que me deixa muito feliz e contente, porque estou colaborando com o sistema alimentar do mundo.

Sinto-me um agricultor responsável, fazendo essa regeneração das terras e da propriedade para que haja bastante sustentabilidade. Essa é a minha fortaleza: hoje tenho essa sustentabilidade nas minhas lavouras, o que me deixa tranquilo economicamente e em crescimento familiar. Estou trabalhando num sistema que me dá lucro e ajuda o país a crescer, porque gera riqueza, lucros e, consequentemente, impostos, que pagamos com muito gosto.

 

O convite direto ao produtor: por que não perder esta palestra?

Quero deixar um convite especial a todos os produtores que querem ouvir uma linda história de um produtor que, no Brasil, era empregado, e que foi para o Paraguai e começou bem pequenininho. Tivemos êxito: criei três filhos paraguaios e agora já tenho sete netos paraguaios, que estão olhando e acompanhando tudo com muito prazer e alegria, e que vão seguir esse trabalho, porque, em 42 anos, construímos uma história que hoje é de fundamento.

Gostaria de convidar todos para ouvir uma pequena história de um produtor rural aqui do Paraguai, que foi para o Paraguai há 42 anos como imigrante, respeita as leis do Paraguai, contribui com a economia do país e está sempre ligado a ele, fazendo com que esse país cresça e esteja no cenário mundial da alimentação. Realmente, estamos muito contentes aqui com uma linda propriedade, porque trabalhamos e o suor deu resultado. Posso contar essa história, beleza? Um abração para todos e estamos aí de 7 a 9 de julho em Brasília!

 

Veja aqui a programação completa:
https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao